Ruas, grades, pixos, postes
A poesia viva nos bares noturnos
A cidade pulsa num abismo infinito
Poetas mergulham dos precipícios
Palavras arrancam sentidos dos muros
Um tunel lateja em meio ao caos
Becos incautos engolem a madrugada
Bêbados sedentos
Gente que delira
Ecos devastados
A lua embriagada corta o medo de voar
Aprendi a levitar fora do corpo
e ver a alma entorpecida de fumaça escura
se afogando em águas rasas
Como é bom estar no ar por entre nuvens que destroem pensamentos
E depois de tudo caminhar indiferente
(Vinicius Maganha - São Paulo - Outubro de 2018)