Quero para mim o instante entre o relâmpago e o trovão
Um querer egóico mergulhado num continente psíquico
Quero uma alma dissonante pra vestir de carne e sangue
Pois meu corpo líquido evapora em melodia áspera
Numa diáspora de sentimentos ambíguos
Quero um copo de tormenta pra beber em um só gole
Num dilúvio permanente escorrendo na garganta
Desejo de modo final
Renascer como montanha estilhaçando o firmamento
Na delicadeza do alvorecer
(Vinicius Maganha - São Paulo - novembro de 2018)

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