Quadros monocromáticos intensificam minha náusea
Perante esculturas de mármore de arquitetura gótica
Proporção áurea, arcanos maiores e guerrilha cultural
escorrem entre fontes e trovões
Transbordam entre nuvens de fumaça cinza
E dilatam-se entre versos e praças
Pianos e avenidas,
Bairros distantes,
Cenas tiradas da boca do lixo
Drogas, vexames, brigas, luto
Ventos, turbilhão, cansaço e gira de samba
Me lembram que sou odiado pela contemplação
Me dizem que sou cego pela hierarquia do verbo
Que sou dócil nos umbrais do subúrbio
Que sou asas em vez de luar
Que evoco o sonho do sociopata
Que brindo a noite no amanhecer
E sinto a calma das mentes vazias
A rima das noites sinceras
A dança e o grito das cores
As coisas mais desesperadas
As flores a beira da estrada
Na beira do Abismo
As torres
As foices
As bocas
(Vinicius Maganha - São Paulo - novembro de 2018)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
O instante e a náusea
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