Há tantas noites no mesmo dia
Tantas almas no mesmo corpo
Irremediavelmente antagônicas
Indubitavelmente expressivas
Do Choque entre realidades inexistentes
Nasce a transgressão do sagrado
Anulação do tempo numa experiência contínua
Revoada de pesadelos lúdicos
Contradições que tencionam a embriaguez do universo
A dança da morte é servida num banquete lírico
Xamanismo onírico no teatro da crueldade
A vitalidade inútil da poesia de um mundo moralista perdido
entre fontes e cascatas dionisíacas
Desfalece entre versos incautos a procura de uma vida interior
Contra qualquer racionalismo
Contra qualquer lógica, ética, religião
Contra todo rebanho imbuído de culpa e resignação
Tudo pela tempestade
Tudo pelo ímpeto
(Vinicius Maganha -São Paulo - novembro de 2018)
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