quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Boêmio, demasiado boêmio

Ontem sonhei que Nietzsche recitava um poema de Roberto Piva
enquanto escutava Pink Floyd na vitrola de ficha
num boteco da Cardeal em plena madrugada de quinta
Sua voz era tão alta que, 
nos prédios vizinhos onde moram os burgueses caretas,
apartamentos acendiam suas luzes 
e ouvia-se gritos de "cala a boca, vagabundo!"
Minutos depois uma sirene

(Vinicius Maganha - São Paulo - dezembro de 2018) 

  
 
 
 
 
 

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