É hora de gritar nos becos
Revirar fobias e delírios
Cortar o céu em espiral
Cuspir trovões no firmamento
As nuvens são de pedra
O vento é mármore branco
As luzes se liquefazem num espectro soturno
É hora de sangrar raízes
Brindar o fogo e a tempestade
Rasgar os sonhos com navalha
Abrir o chão
Verter a lava
Sorver o limbo
Cair no musgo da loucura inconsciente
É hora de parar o tempo
De romper as bases
Filtrar a lama que escorre da memória
Abrir a gaiola do remorso
Desfalecer na poeira dos ventos
Renascer
(Vinicius Maganha - São Paulo - Novembro de 2018)
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