Despenco num abismo turvo entre Freud e a semiótica
Afluente de sonhos de uma imensa verdade atrofiada
A fascinação dos tolos escorre nos ralos do infinito
Macunaíma corre livre por entre canteiros de versos enquanto as palavras sangram
O vento rasga o verbo
A madrugada invade o tempo
O instante já não resiste
E a rima é furta-cor
É sempre tão difícil embriagar-se de eclipse,
Ancorar a alma na boca da noite
Consumir as águas do dilúvio
E morrer na contramão atravancando os séculos
(Vinicius Maganha - São Paulo - Novembro de 2018)
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