A era do breu se anuncia ao som de trombetas e rufares de trovões
Pois a hora do mentecapto está chegando
Ele virá montado num riacho azedo no primeiro mormaço de janeiro
Com sua espingarda de tristeza, frustração e raiva
Sua mente de esgoto
Seu passado de enxofre
Seu futuro de delírio e alma de lodo
Seguirei ventando por entre tempestades eternas
Choverei de frio e sentirei calor
Seguirei cantando
Madrugando em alicerces de chumbo
Derretento poemas e paisagens
Retomando as ruas
Tomando de assalto os gritos das praças
(Vinicius Maganha - São Paulo - Novembro 2018)
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