quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Alcatéia de delírios

Sigo uma alcatéia de delírios
Por atalhos tortuosos sob chuva de espinhos
Rumo aos jardins de fogo

Onde os deuses se propõe a não ir
Onde o medo existe de se ver 
Onde sonhos irrompem nos templos do acaso

Me deparo  com relâmpagos sem cor 
Despenco  num abismo inventado
Desfaleço sobre as folhas da relva 

O vento e a brisa me cegam
A noite se entrega por completo 
E tudo se repete brindando o infinito

(Vinicius Maganha - São Paulo - Novembro de 2018)
 
 

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