Sigo uma alcatéia de delírios
Por atalhos tortuosos sob chuva de espinhos
Rumo aos jardins de fogo
Onde os deuses se propõe a não ir
Onde o medo existe de se ver
Onde sonhos irrompem nos templos do acaso
Me deparo com relâmpagos sem cor
Despenco num abismo inventado
Desfaleço sobre as folhas da relva
O vento e a brisa me cegam
A noite se entrega por completo
E tudo se repete brindando o infinito
(Vinicius Maganha - São Paulo - Novembro de 2018)

Nenhum comentário:
Postar um comentário